Vanderlan defende afastamento de ministros do STF e diz que população pode ir às ruas

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Durante entrevista, senador também reafirmou intenção de disputar a Presidência do Senado caso seja reeleito. Foto: Reprodução/Diário de Goiás.

O senador Vanderlan Cardoso (PSD) afirmou em entrevista ao editor do Diário de Goiás, Altair Tavares, que defende o afastamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que denúncias sejam apuradas e avaliou que a crise política em Brasília pode levar a população às ruas. A declaração foi dada durante agenda de campanha em Aparecida de Goiânia, onde o parlamentar participou de um evento na Feira Garavelo ao lado do candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) e do governador Daniel Vilela.

Em entrevista, Vanderlan também comentou o andamento da campanha para o Senado. Segundo ele, a disputa pelas duas vagas de Goiás é acirrada e exige uma agenda intensa pelo Estado. O senador destacou que pretende apresentar ao eleitor o trabalho desenvolvido durante os quase oito anos de atuação no Congresso Nacional.

“É uma campanha muito curta. Falta agora 27, 28 dias. Nós estamos intensificando, andando em todas as regiões”, afirmou.

Como diferencial, Vanderlan citou a atuação junto às prefeituras, municípios e entidades do terceiro setor, além de projetos apresentados no Senado. Entre as iniciativas mencionadas por ele estão uma proposta de autonomia orçamentária e financeira do Banco Central e medidas relacionadas ao Pix.

Presidência do Senado

Vanderlan também voltou a afirmar que pretende disputar a Presidência do Senado caso consiga ser reeleito. Questionado se a intenção seria ousada diante do cenário atual, o parlamentar respondeu que não.

“Eu vou ser presidente do Senado, eu sendo reeleito. Vou ser presidente do Senado. Escreve aí, guarda essa entrevista que eu estou te dando no dia de hoje e marca bem ela”, declarou.

Segundo o senador, a experiência acumulada em diferentes comissões da Casa seria um dos fatores que o credenciam para assumir o comando do Senado.

Crise em Brasília

Ao comentar a turbulência política em Brasília, Vanderlan defendeu que o Senado cumpra suas funções mesmo durante o período eleitoral. Ele afirmou que esteve em Brasília durante a semana e participou das atividades legislativas, destacando que é possível conciliar a campanha com o trabalho parlamentar.

O senador também defendeu o afastamento de ministros e autoridades diante de denúncias que, segundo ele, precisam ser investigadas. Na entrevista, citou Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, André Mendonça e outras autoridades, mas fez uma ressalva em relação ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

“Com o André não, porque o André não tem nada concreto em cima do André”, afirmou.

Para Vanderlan, a insatisfação popular diante da crise pode ganhar força caso não sejam tomadas providências. Ele comparou o atual momento a períodos anteriores de forte mobilização política no país, como os processos de impeachment de Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff.

“A sociedade hoje clama. Como foi na época do Fernando Collor de Melo, como foi na questão do impeachment da Dilma, hoje a população brasileira está querendo isso. E logo, logo, se não for tomada providência, você pode ver o povo nas ruas”, disse.

A declaração ocorre em meio à corrida eleitoral pelo Senado em Goiás, marcada pela disputa acirrada pelas duas cadeiras que estarão em jogo nas eleições de 2026.


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