A Universidade Federal de Goiás (UFG) tem sete cursos de graduação entre os dez melhores do Brasil, segundo o Ranking Universitário Folha (RUF) 2026. Biomedicina aparece na 6ª posição nacional, seguida por Zootecnia, em 8º lugar. Artes Plásticas e Visuais e Ciências Contábeis ocupam a 9ª colocação, enquanto Design, Filosofia e História estão em 10º lugar.
O resultado faz parte da avaliação de cursos realizada pelo ranking, elaborado pelo jornal Folha de S.Paulo. Das 40 graduações da UFG incluídas no levantamento, 27 estão entre as 20 melhores do país, o equivalente a 67% dos cursos avaliados.
Na classificação geral das universidades, a UFG ocupa o 13º lugar entre 205 instituições públicas e privadas analisadas. A universidade mantém essa posição pelo segundo ano consecutivo, após avançar seis colocações em 2025, quando passou do 19º para o 13º lugar.
Cursos da UFG no top 10
Os sete cursos da universidade que aparecem entre os dez primeiros do Brasil são:
- Biomedicina: 6º lugar
- Zootecnia: 8º lugar
- Artes Plásticas e Visuais: 9º lugar
- Ciências Contábeis: 9º lugar
- Design: 10º lugar
- Filosofia: 10º lugar
- História: 10º lugar
Outras 20 graduações da instituição também aparecem entre as 20 primeiras posições nacionais. Biologia está em 11º lugar, Economia em 13º e Agronomia, Enfermagem, Engenharia Mecânica, Geografia, Letras, Medicina Veterinária, Pedagogia e Propaganda e Marketing ocupam a 14ª posição.
Comunicação, Direito e Educação Física aparecem em 15º lugar. Engenharia Ambiental, Medicina, Odontologia e Relações Internacionais estão na 17ª colocação, enquanto Física e Serviço Social ocupam o 18º lugar. Arquitetura e Urbanismo fecha a lista na 19ª posição.
Como funciona o ranking
O Ranking Universitário Folha avalia 205 instituições de ensino superior do Brasil a partir de cinco indicadores: ensino, pesquisa, mercado de trabalho, inovação e internacionalização.
A pesquisa tem o maior peso na nota final, com 42%, e considera publicações científicas, citações, produção por docente, recursos recebidos, bolsistas do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), teses e citações em políticas públicas.
O indicador de ensino corresponde a 32% da avaliação e reúne fatores como a opinião de docentes, a formação dos professores, o regime de trabalho e as notas dos concluintes. Mercado de trabalho representa 18%, com base em pesquisas sobre as preferências de empregadores. Internacionalização e inovação têm peso de 4% cada.
Na avaliação geral, a UFG ficou em 15º lugar em mercado de trabalho, 17º em pesquisa e 19º em ensino. A instituição também alcançou a nota máxima, 5, no Índice Geral de Cursos (IGC), indicador de qualidade do ensino superior criado pelo Ministério da Educação (MEC).
UFG entre as melhores do Centro-Oeste
A UFG é uma das duas universidades do Centro-Oeste entre as 20 primeiras colocadas no ranking nacional. A outra é a Universidade de Brasília (UnB), que ocupa o 9º lugar.
O secretário de Planejamento, Avaliação e Informações Institucionais da UFG, Paulo Henrique Cirino Araujo, destaca que a universidade aumentou sua pontuação em quatro das cinco dimensões avaliadas. Em inovação, passou da 33ª para a 28ª posição.
Já o pró-reitor adjunto de Graduação, Monarko Nunes de Azevedo, afirma que a presença de 27 cursos entre os 20 primeiros mostra a abrangência das áreas de conhecimento avaliadas na instituição. Ele também ressalta a importância de analisar os indicadores específicos de cada graduação para identificar pontos fortes e aspectos que podem melhorar.
A universidade prevê ações para aprimorar o ensino, fortalecer a permanência estudantil, reduzir a evasão e a retenção, ampliar a inovação e a internacionalização e melhorar a infraestrutura. As medidas fazem parte do Plano de Gestão 2026–2030.
Posição dos demais cursos
Além das graduações mais bem colocadas, outros cursos da UFG aparecem em diferentes posições no RUF 2026. Química ocupa o 24º lugar; Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica e Nutrição estão em 26º; Ciências Sociais aparece em 29º; Engenharia Química, em 31º; Administração de Empresas e Farmácia, em 32º; Matemática, em 34º; Computação, em 35º; Fisioterapia, em 40º; e Psicologia, em 66º.
A avaliação também considera mudanças recentes nos exames nacionais de ensino superior, incluindo o Enade das Licenciaturas e o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). Para Direito, o ranking utiliza ainda a taxa de aprovação no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).


