Pressionado no Goiás, Mozart busca time ideal e descarta desistir da reação na Série B

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Técnico Mozart – Goiás (Foto – Rosiron Rodrigues)

A derrota por 2 a 0 para o Vila Nova, no Estádio Onésio Brasileiro Alvarenga, aprofundou o momento delicado do Goiás na Série B do Campeonato Brasileiro. Após 27 rodadas, o time esmeraldino aparece na 13ª colocação, com 36 pontos, sete atrás do sexto colocado. A diferença para o rival colorado, que chegou aos 47 pontos, é agora de 11 pontos. Depois do clássico, o técnico Mozart Santos reconheceu a frustração e avaliou que sua equipe teve comportamentos completamente diferentes nos dois tempos.

“Foram dois tempos distintos, na minha opinião. No primeiro tempo nós controlamos o jogo, tivemos algumas chances. Infelizmente, no segundo tempo não conseguimos manter o mesmo nível. Duas chances que eles tiveram acabaram sendo eficazes e fizeram os gols. Derrota é sempre dolorosa, tratando-se de um clássico, mais ainda”, afirmou Mozart Santos. O treinador ainda assumiu a responsabilidade pelo resultado e reforçou que não pretende abandonar o trabalho diante das dificuldades.

Na avaliação tática, Mozart destacou principalmente as infiltrações que originaram os gols do Vila Nova e reconheceu que eram movimentos já conhecidos pela comissão técnica. “Os dois gols que nós tomamos são de duas infiltrações. Nós sabíamos que o João Vieira tem essa capacidade. A primeira infiltração é do Hayner e a segunda é do João Vieira. Nós sabíamos que era uma jogada importante deles e, infelizmente, não conseguimos controlar essas duas jogadas”, explicou.

Outro ponto que chama atenção é que, mesmo na reta final da competição, o Goiás ainda busca uma formação considerada ideal. A equipe tem convivido com mudanças constantes de escalação e dificuldades para apresentar regularidade. “Nós ainda estamos em setembro e num processo de encontrar a melhor formação. Cabe a mim encontrar a formação mais equilibrada, que se complemente melhor”, admitiu Mozart, ao explicar suas escolhas e as alterações realizadas durante o clássico.

Com a distância aumentando para a zona de acesso, o treinador afirmou que continuará acreditando enquanto houver possibilidade matemática. “Energia, disposição para trabalhar e motivação não vão faltar nunca da minha parte. Não vai ser na primeira dificuldade que eu vou desistir. É difícil? É óbvio que é difícil, mas não é impossível. Nós temos 33 pontos para disputar”, declarou. Mozart ainda lembrou situações difíceis enfrentadas anteriormente na carreira para sustentar que acredita ser possível reagir.

O treinador também ressaltou que a recuperação precisa envolver todas as áreas do Goiás, e não apenas jogadores e comissão técnica. “Nos meus anos de acesso era uma conexão conjunta. Não era só jogador e comissão técnica, era clube, jogador e comissão técnica. Tenho certeza que o clube também vai se conectar”, disse. A declaração acontece em um momento no qual a diretoria trabalha para buscar recursos e regularizar compromissos financeiros com o elenco, depois de meses marcados por atrasos de salários e direitos de imagem. Em meio à pressão esportiva e financeira, Mozart resumiu sua postura para as últimas 11 rodadas: “É responsabilidade minha encontrar soluções, mas desistir, jamais.”


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