Foto – Raphael Teixeira (Atlético-GO)
O Atlético-GO decidiu aumentar a premiação oferecida ao elenco em caso de acesso à Série A do Campeonato Brasileiro. A diretoria rubro-negra acertou com jogadores e comissão técnica um prêmio de R$ 10 milhões pela conquista do objetivo. O valor representa uma aposta financeira expressiva do clube na reta final da Série B, em um momento de queda de rendimento e desgaste interno. A premiação, conhecida no futebol como “bicho”, chega a uma quantia próxima da receita de direitos de transmissão recebida pelo Dragão durante toda a competição nacional.
A reunião foi conduzida pelo presidente Adson Batista e teve como objetivo alinhar o discurso entre diretoria, elenco e comissão técnica, além de recuperar a confiança do grupo para os últimos compromissos da temporada. O encontro aconteceu após duas semanas de tensão no clube, provocada principalmente pelos atrasos salariais e nos direitos de imagem dos jogadores. A situação ganhou repercussão depois que o elenco divulgou uma carta nas redes sociais cobrando a regularização dos pagamentos. A manifestação desagradou à diretoria, que considerou inadequada a exposição pública dos problemas financeiros da instituição.
Para solucionar as pendências, Adson Batista conseguiu viabilizar um aporte financeiro superior a R$ 6 milhões. O dirigente anunciou a quitação de aproximadamente 90% dos débitos, incluindo obrigações trabalhistas e direitos de imagem. Mesmo com o encaminhamento da questão financeira, o desgaste entre as partes permaneceu. Posteriormente, o presidente compartilhou uma publicação atribuída a um perfil de torcedores, na qual eram cobrados mais empenho, comprometimento e amor à camisa por parte dos jogadores. A reunião antes da viagem para Fortaleza serviu justamente para tentar superar as divergências e concentrar as atenções na disputa pelo acesso.
Dentro de campo, o Atlético Clube Goianiense atravessa seu pior momento recente na Série B do Campeonato Brasileiro. A última vitória aconteceu no dia 3 de outubro, quando derrotou o América-MG por 2 a 0, no Estádio Antônio Accioly. Desde então, a equipe comandada pelo técnico Roger Silva disputou quatro partidas e não conseguiu vencer. Perdeu para o CRB por 3 a 1, empatou com o Sport por 1 a 1, no Estádio Antônio Accioly, ficou novamente no 1 a 1 diante da Ponte Preta, já rebaixada, e acabou derrotada pelo Novorizontino por 1 a 0, também no Accioly. A sequência de dois empates e duas derrotas fez o Dragão deixar o G6 e cair para a oitava colocação, com 54 pontos.
O Atlético-GO terá a oportunidade de iniciar uma reação nesta segunda-feira (2), às 16h, quando enfrenta o Fortaleza, na Arena Castelão, pela 36ª rodada da Série B. O confronto é importante para as pretensões das duas equipes, que seguem na disputa pelo acesso. O Fortaleza ocupa a quarta colocação, com 61 pontos, enquanto o Dragão aparece em oitavo, três pontos atrás da equipe cearense e apenas um ponto distante do CRB, sexto colocado. Sem possibilidades de alcançar o G2, grupo que garante acesso direto, o Atlético-GO concentra suas forças na classificação para os playoffs, destinados aos clubes que terminarem entre a terceira e a sexta posições.
Depois do confronto contra o Fortaleza, o Atlético-GO ainda terá mais dois compromissos na primeira fase da Série B. No dia 8 de novembro, enfrenta o Athletic-MG, fora de casa, e encerra sua participação no dia 14, diante do Cuiabá, no Estádio Antônio Accioly. São nove pontos em disputa para uma equipe que precisa voltar a vencer e ainda depende dos resultados de concorrentes diretos. A premiação de R$ 10 milhões surge, portanto, como um incentivo adicional para a reação do elenco, ao mesmo tempo em que aumenta a responsabilidade dos jogadores na busca por uma vaga na Série A de 2027.
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