IBGE: Serviços caem pela segunda vez seguida, e indústria volta a crescer em Goiás

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Duas pesquisas divulgadas nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) trouxeram resultados distintos para Goiás. Enquanto a indústria voltou a crescer depois de dois meses, o setor de serviços caiu pela segunda vez consecutiva.

De acordo com a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF), a produção industrial goiana subiu 0,8% em julho, na série com ajuste sazonal. O resultado interrompeu dois meses consecutivos de retração, após as quedas registradas em maio (-0,9%) e junho (-1,7%). Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o avanço goiano foi ainda maior (2,7%). Com isso, o estado acumula variações de 3,3% em 12 meses e de 2,6% no ano.

No mesmo período, a indústria nacional cresceu 0,2%, taxa inferior à observada em Goiás. Em relação a julho de 2025, a indústria recuou 0,5% e interrompeu uma sequência de quatro meses de resultados positivos. O acumulado no ano mostrou expansão de 1,1%, enquanto nos últimos 12 meses, avançou 0,6%.

O resultado foi galgado na produção da atividade de fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, que cresceu 10% neste ano, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Embora abaixo dos resultados observados nos meses anteriores, o setor completou o sétimo mês consecutivo de crescimento em Goiás. No mesmo período, a atividade registrou alta de apenas 0,6% no Brasil, ampliando a diferença favorável ao estado. Entre os itens da atividade, os destaques foram o álcool etílico e o biodiesel.

A atividade de fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos avançou 23,3% em julho frente ao mesmo mês de 2025, registrando o oitavo resultado positivo consecutivo em Goiás. Enquanto a produção nacional do segmento recuou 13,7%, o setor manteve trajetória oposta no estado e acumulou expansão de 22,4% no ano, ante 5,8% no Brasil.

Queda dos serviços

O volume de serviços em Goiás recuou 1,9% em julho de 2026 frente ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS). O resultado sucede a queda de 0,4% observada em junho e marca o segundo recuo consecutivo da atividade, interrompendo o quadro de relativa estabilidade observado ao longo dos primeiros meses do ano. No Brasil, o setor permaneceu estável (0,0%) na passagem de junho para julho.

Na comparação com julho de 2025, o volume de serviços no estado caiu 3,5%, desempenho inferior ao observado nacionalmente, onde houve crescimento de 0,9%. Com esse resultado, Goiás acumulou retração de 1,3% no ano, enquanto o país registrou expansão de 1,9%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, o setor apresentou variação positiva de apenas 0,2%.

Entre as atividades investigadas pela PMS, dois segmentos registraram retração na comparação com julho de 2025: Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-8,0%) e Outros serviços (-7,1%). Em sentido contrário, os Serviços de informação e comunicação avançaram 2,5%, os Serviços profissionais, administrativos e complementares cresceram 2,1% e os Serviços prestados às famílias apresentaram alta de 0,6%.

O principal destaque negativo foi o grupo Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio. Além da retração observada em julho, os indicadores acumulados também apontam um quadro menos favorável para a atividade. O segmento acumulou queda de 5,6% no ano e recuo de 2,4% nos últimos 12 meses. O grupo de Outros Serviços, apesar da queda expressiva frente a julho do ano passado (-7,1%), encerrou o acumulado do ano (2,7%) e o acumulado em 12 meses (1,9%) em crescimento.


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