Goiás reduz em 27% área queimada nos oito primeiros meses do ano, diz Semad

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Dados do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Lasa/UFRJ) apontam redução de aproximadamente 27% na área queimada por incêndios florestais nos primeiros oito meses deste ano em Goiás, na comparação com o mesmo período de 2025.

No recorte dos primeiros oito meses do ano, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) registrou 191,1 mil hectares de área de vegetação consumida pelo fogo. No mesmo período de 2025, foram 261,8 mil hectares.

Os números também são positivos na comparação entre 2026 e a média histórica, formada pelo período que vai de 2013 a 2025.
A média de área queimada em Goiás entre janeiro e agosto é de aproximadamente 249,3 mil hectares. Ou seja: o resultado de 2026 está 23,4% abaixo da média histórica.

Se considerados dados colhidos até o dia 3 de setembro, constata-se que a tendência de redução de área queimada se amplia. No acumulado do ano até essa data, Goiás registra diminuição de 33,78% da área consumida pelas chamas em comparação com o mesmo período de 2025.

A secretária de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Andréa Vulcanis, afirma que os números resultam do esforço para prevenir, preparar, monitorar e dar resposta rápida aos incêndios florestais.

“A Semad e o Corpo de Bombeiros Militar estão em sintonia cada vez maior na missão de proteger o Cerrado das queimadas, com apoio de órgãos que estão conosco no Comitê Estadual de Gestão de Incêndios Florestais (Cegif)”, afirma Vulcanis.

Entre as principais estratégias desenvolvidas pelo Cegif, a secretária destaca o monitoramento por satélite, a atuação da Sala de Situação, a implantação de aceiros preventivos, ações de manejo integrado do fogo, fiscalização, orientação ao meio rural e reforço das equipes de primeira resposta.

“Também é importante destacar que esse é o primeiro ano em que temos o apoio dos brigadistas do PSA atuando no nordeste goiano”, lembra Vulcanis.

“Mesmo diante de condições ambientais desfavoráveis, como baixa umidade, altas temperaturas, ventos fortes e elevada carga de material combustível, os resultados indicam que o planejamento antecipado e a atuação integrada vêm contribuindo para reduzir a extensão das áreas queimadas em Goiás”, complementa.


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