Goiânia terá três dias de programação gratuita com cinema, exposição fotográfica, oficina de plantio para crianças, laboratório, culinária, música e caminhada por um córrego. As atividades fazem parte do Festival Educação para o Presente 2026, realizado entre sexta-feira (18) e domingo (20), em diferentes pontos da capital.
Com o tema “Águas da cidade em movimento”, a edição deste ano propõe discussões sobre os rios que atravessam Goiânia, abastecimento, secas, enchentes e as formas de ocupação e cuidado com o território. A programação será realizada no Coletivo Centopeia, Instituto Rizzo e Praça Augusto Fleury Curado.
O festival também marca os 10 anos do Instituto EcomAmor, responsável pela realização do evento. Desde 2021, a programação reúne atividades ligadas à educação, cultura, arte, natureza e cidade.
Cinema abre a programação
Na sexta-feira (18), o festival começa com a exibição do filme “Carioca era um Rio”, seguida de um cine-debate. A atividade será realizada no Instituto Rizzo, no Setor Sul.
A programação coloca os rios urbanos como ponto de partida para discutir a maneira como as cidades se relacionam com seus cursos d’água e com as transformações provocadas pela ocupação urbana.
Exposição mostra mulheres catadoras
No sábado (19), uma das atividades é a exposição fotográfica “Entre Elas: Retratos da Cooprec”, que apresenta os rostos, histórias e trajetórias de mulheres que trabalham na Cooperativa de Trabalho de Catadores de Materiais Recicláveis Dom Fernando (Cooprec), na região nordeste de Goiânia.
A mostra busca aproximar o público das pessoas que estão por trás do trabalho de reciclagem. As mulheres da cooperativa atuam na destinação adequada dos materiais recicláveis, na reinserção dos produtos na cadeia produtiva e na redução dos resíduos encaminhados aos aterros.
A exposição terá ainda uma roda de conversa com as mulheres retratadas, na manhã de sábado.
O projeto também reúne mulheres catadoras e jovens lideranças em conversas sobre justiça climática, trabalho, gênero, reciclagem e direito à cidade.
Laboratório terá participação da Indonésia
Outro destaque do sábado é o Warung Lab, laboratório que propõe uma discussão sobre a qualidade ambiental das águas, a relação entre seres humanos e outras espécies e os rios urbanos como espaços de memória cultural e afetiva.
A atividade é fruto de uma parceria com a Labtek Apung, organização da Indonésia que participa do evento. O nome “warung” se refere a pequenos espaços comunitários de encontro e troca.
Durante o laboratório, o público terá contato com experimentos, amostras, imagens e conversas que aproximam arte, ciência cidadã e participação comunitária.
A atividade também discute como diferentes comunidades convivem com o afastamento dos rios da vida cotidiana e da memória coletiva, além de buscar novas formas de relação com a água e os territórios.
Oficina de plantio para crianças
A programação de sábado também terá uma oficina de plantio voltada para crianças.
A atividade será uma das opções para famílias que participarem do festival e integra a proposta de aproximar o público infantil de temas relacionados à natureza e ao cuidado com o território.
No mesmo dia, haverá ainda uma sessão de culinária, chamada de cooking session, e uma festa com apresentação musical.
Caminhada acompanha o Córrego dos Buritis
No domingo (20), a programação termina com a Deriva do Bem, uma caminhada fotográfica pelo percurso do Córrego dos Buritis.
Grande parte do curso d’água está canalizada sob o asfalto, e a atividade propõe percorrer a região observando e registrando fotograficamente a presença do córrego na paisagem urbana.
O encontro será na Praça Augusto Fleury Curado, no Setor Sul, com encerramento no Bosque dos Buritis.
A caminhada retoma o tema central do festival a partir de um curso d’água que faz parte da história e da paisagem de Goiânia.
Água e crise climática
A escolha do tema desta edição também está relacionada aos desafios provocados pelas mudanças no clima e à forma como as cidades lidam com períodos de seca e enchentes.
“Falar sobre as águas é também falar sobre os rios que atravessam a cidade, sobre o abastecimento, as secas, as enchentes e sobre as formas como escolhemos habitar e cuidar do lugar onde vivemos”, afirma Jordana Oliveira, diretora de Relações Institucionais da EcomAmor.
“Em um cenário de agravamento da crise climática, pensar as águas é pensar o presente e construir outros futuros para a cidade”, completa.
O público do festival inclui crianças, estudantes, educadores, lideranças comunitárias, organizações da sociedade civil, gestores, técnicos, arquitetos, urbanistas, paisagistas, produtores culturais e moradores em geral.
SERVIÇO
Festival Educação para o Presente 2026
Data: 18 a 20 de setembro de 2026
Tema: “Águas da cidade em movimento”
Locais: Coletivo Centopeia, Instituto Rizzo e Praça Augusto Fleury Curado
Entrada: gratuita
Sexta-feira (18)
18h30 | Cine-debate com exibição de “Carioca era um Rio”
Local: Instituto Rizzo
Sábado (19)
9h às 12h | Exposição “Entre Elas: Retratos da Cooprec” e roda de conversa
14h30 às 15h30 | Oficina de plantio para crianças
15h30 às 18h30 | Warung Lab
19h | Cooking Session e Festa na Praça
Local: Coletivo Centopeia
Domingo (20)
9h às 11h | Deriva do Bem, caminhada fotográfica pelo percurso do Córrego dos Buritis
Encontro: Praça Augusto Fleury Curado
Encerramento: Bosque dos Buritis


