Ao votar, Lula comenta mobilização no 2º turno e diz que nunca imaginou disputar eleição com “miliciano”

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) votou na manhã deste domingo (25), em São Bernardo do Campo (SP), acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), dos ex-ministros Fernando Haddad (PT), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), além do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Candidato à reeleição, ele comentou a mobilização de apoiadores durante a reta final do segundo turno e classificou o seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), como “miliciano”.

“Eu nunca imaginei disputar uma eleição com uma pessoa desqualificada moralmente e eticamente. Eu nunca imaginei disputar uma eleição com um miliciano que não faz o menor esforço para contar uma verdade”, declarou. O presidente acrescentou que considera “impressionante” o que apontou como uma “aptidão” do adversário para mentir.

Exército da democracia

Antes e depois do voto, Lula dedicou parte de suas declarações às manifestações realizadas nos últimos dias em apoio à sua candidatura. O petista afirmou que, em cinco décadas de atuação política, não havia presenciado mobilização semelhante e classificou os apoiadores que foram às ruas como um “exército da democracia”.

O presidente citou atos realizados na Bahia, Pernambuco, Maranhão, Pará e Minas Gerais e destacou a manifestação de sábado (24), na Avenida Paulista, em São Paulo. “Acho que a Avenida Paulista nunca recebeu a quantidade de gente participando de um ato público”, afirmou. Segundo Lula, parte da mobilização ocorreu de maneira espontânea, sem depender exclusivamente das estruturas dos partidos.

“Eu vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tenho como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor. Eu serei eternamente grato”, declarou.

Apelo contra violência política

Lula também defendeu respeito entre eleitores com posições políticas diferentes e relembrou disputas presidenciais anteriores contra adversários como Fernando Henrique Cardoso, José Serra e o próprio Geraldo Alckmin, hoje seu vice. “O vizinho não precisa torcer para o mesmo time, mas não precisa brigar”, disse.

Ao voltar a falar sobre Flávio Bolsonaro, Lula afirmou acreditar que o eleitorado rejeitará o que considera mentiras divulgadas pelo adversário durante a campanha. “Nós estamos disputando as eleições com um cidadão chamado mentira. Ele não é capaz de dizer uma verdade”, afirmou. “Por isso que eu acho que o povo não vai eleger um mentiroso”, completou.

A votação do segundo turno começou às 8h e segue até as 17h deste domingo, pelo horário de Brasília. Aos 80 anos, Lula busca um quarto mandato presidencial e enfrenta Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto.


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