O secretário municipal de Mobilidade de Salvador, Pablo Souza, teve a prisão em flagrante decretada pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) neste domingo (25), em razão da redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições.
A decisão ocorreu após denúncias sobre a redução da oferta de transporte público na capital baiana, onde a tarifa é gratuita neste domingo. A Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV) alegou que a frota teria sido reduzida em mais de 50% em relação aos dias úteis.
O Ministério Público Eleitoral também realizou vistorias em garagens. Segundo a CNN Brasil, foram encontrados 97 ônibus fora de operação em uma delas e outros 120 em uma segunda. O G1 informou que ao menos 75 veículos foram impedidos de sair das garagens.
A Prefeitura de Salvador atribuiu os problemas registrados pela manhã à colocação de adesivos com o número 13, do PT, em parte dos ônibus. O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou que os veículos foram retidos até a retirada do material, considerado por ele propaganda eleitoral irregular.
Antes da ordem de prisão, o TRE-BA já havia determinado a circulação imediata de 100% da frota e a manutenção da gratuidade, sob pena de multa de R$ 1 milhão por hora de descumprimento. A Polícia Civil foi acionada para fiscalizar a operação, inclusive com drones.
Posteriormente, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) informou que determinou a liberação de todos os ônibus, mesmo os que ainda estivessem adesivados, e afirmou que a operação foi normalizada.
De acordo com o G1, Souza encontra-se em Paris, na França, e por este motivo a ordem de prisão ainda não havia sido cumprida pela Polícia Federal. O secretário afirmou que viajou em missão oficial, a convite do governo francês.
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