Muitas mulheres associam a palavra “definitiva” à ideia de que uma gravidez será absolutamente impossível depois da laqueadura. Na prática, entretanto, existe uma pequena possibilidade de falha.
A esterilização tubária apresenta elevada eficácia contraceptiva, mas não alcança 100%.
Entre as razões que podem explicar uma gestação após o procedimento está a recanalização espontânea das trompas. Isso acontece quando se forma novamente uma passagem capaz de permitir o encontro do espermatozoide com o óvulo.
Também pode surgir uma pequena comunicação entre as extremidades tubárias interrompidas durante a cirurgia. Em situações mais raras, a gravidez pode estar relacionada a uma falha técnica.
O risco pode variar conforme fatores como idade da mulher, método cirúrgico utilizado e tempo transcorrido após a realização da laqueadura.
Mesmo com essa pequena possibilidade, o procedimento continua sendo uma alternativa contraceptiva de alta eficácia para mulheres que já concluíram seu planejamento familiar.
A laqueadura não utiliza hormônios e não exige que a paciente se lembre diariamente de tomar medicamentos para evitar uma gestação. Além disso, não interrompe a produção hormonal dos ovários, não provoca menopausa e normalmente não impede a menstruação.
Como se trata de uma decisão com intenção permanente, é fundamental conhecer os benefícios, os riscos e as demais opções contraceptivas antes da cirurgia.
A principal informação é simples: a laqueadura é altamente eficaz, mas nenhuma paciente deve considerar que o risco de gravidez seja absolutamente zero.


