Goiás atravessa uma das fases mais secas do ano. Em setembro, a combinação de calor acima da média, baixa umidade do ar e fumaça de queimadas exige atenção redobrada. Além do desconforto provocado pelo clima, essas condições podem irritar as vias respiratórias e agravar sintomas que vão de tosse e coriza até chiado e falta de ar.
No fim de agosto, a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) orientou os municípios sobre os riscos associados ao período. Além disso, a previsão do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) indica temperaturas médias de até 1,5°C acima da climatologia em grande parte do estado ao longo de setembro.
Na prática, o ar mais seco retira umidade das mucosas e deixa o sistema respiratório mais vulnerável. Ao mesmo tempo, poeira, fumaça e outras partículas ficam suspensas no ambiente e podem ser inaladas.
Por que o ar seco afeta a respiração?
As vias respiratórias possuem mecanismos naturais de proteção. Porém, quando a umidade cai demais, as mucosas ficam ressecadas e perdem parte dessa proteção.
A pneumologista Letícia Ferreira, entrevistada pela Gazeta Culturismo, explica que a baixa umidade reduz a produção de muco, uma das barreiras naturais do organismo. Quando esse cenário se combina com a presença de poluentes no ar, pode ocorrer uma resposta inflamatória.
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Por isso, durante a estiagem, algumas pessoas passam a sentir mais tosse, dificuldade para respirar, chiado no peito, coriza e obstrução nasal.
Além disso, quem já convive com alergias ou doenças respiratórias pode perceber uma piora dos sintomas.
Quem precisa ter mais atenção em Goiás
Embora o tempo seco afete toda a população, alguns grupos apresentam maior vulnerabilidade.
Entre eles estão:
- crianças;
- idosos;
- pessoas com doenças respiratórias;
- pessoas com alergias;
- trabalhadores que permanecem muito tempo ao ar livre.
A fumaça das queimadas merece atenção especial. As partículas presentes no ar podem irritar as vias respiratórias e intensificar crises alérgicas ou respiratórias.
Por isso, sempre que possível, vale reduzir a exposição à fumaça e à poeira, principalmente nos períodos em que a qualidade do ar estiver pior.
Hidratação ajuda a enfrentar os dias secos
Beber água regularmente está entre os cuidados mais simples para enfrentar a estiagem. A hidratação ajuda o organismo a lidar melhor com o ressecamento provocado pelo clima.
A lavagem nasal também pode aliviar o desconforto causado pelo ressecamento das mucosas. Além disso, manter os ambientes ventilados e buscar formas adequadas de aumentar a umidade pode ajudar.
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Quem tem uma doença respiratória ou alérgica também deve manter o acompanhamento médico e seguir corretamente o tratamento prescrito.
A vacinação, especialmente contra a influenza, também aparece entre as medidas de prevenção recomendadas.
Máscara pode ajudar em locais com poeira e fumaça
Em situações nas quais não for possível evitar completamente a exposição à poeira ou à fumaça, a máscara pode reduzir a quantidade de partículas inaladas.
A medida pode ser especialmente útil para pessoas que precisam trabalhar ou permanecer por períodos prolongados em ambientes externos.
Ainda assim, a melhor estratégia consiste em diminuir a exposição sempre que houver concentração elevada de fumaça ou poeira.
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Cuidado com o umidificador
O umidificador pode ajudar a amenizar o desconforto provocado pelo ar seco. Porém, o aparelho também exige cuidados.
O reservatório precisa de higienização diária. Além disso, o equipamento não deve funcionar de maneira que provoque condensação excessiva no ambiente.
Roupas de cama, travesseiros, sofás e outras superfícies não devem ficar úmidos. O excesso de umidade pode favorecer a proliferação de fungos e acabar criando outro problema dentro de casa.
Por isso, usar o aparelho de maneira moderada e manter a limpeza em dia faz diferença.
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Quando tosse e falta de ar precisam de atenção?
O nariz ressecado e o desconforto nas mucosas podem aparecer durante os períodos de baixa umidade. Porém, sintomas persistentes não devem ser ignorados.
Segundo a pneumologista Letícia Ferreira, ouvida pela Gazeta Culturismo, sinais como tosse persistente, chiado, falta de ar, aperto no peito, coriza e obstrução nasal merecem avaliação médica.
A orientação ganha ainda mais importância para crianças, idosos e pessoas que já possuem doenças respiratórias.
A estiagem faz parte do calendário climático de Goiás. Mesmo assim, alguns cuidados simples ajudam a tornar os dias de calor e baixa umidade menos desconfortáveis. Manter a hidratação, reduzir a exposição à fumaça e observar sintomas persistentes são medidas que podem fazer diferença durante a fase mais seca do ano.


