Depois da sinalização de que a Câmara Municipal pode demorar a votar o projeto que cria um fundo imobiliário da prefeitura de Goiânia, o prefeito Sandro Mabel (UB) cobrou, nesta terça-feira (22), celeridade na análise e votação do texto. Mabel argumenta que o fundo é importante para abater o déficit previdenciário e dar sustentabilidade ao GoiâniaPrev.
Circulou entre vereadores um posicionamento de que o texto poderia ser analisado na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) somente no ano que vem. O prazo contrariou o prefeito, que citou um déficit diário de R$ 2 milhões na previdência municipal – que chegaria a R$ 600 milhões por ano.
“R$ 2 milhões por dia, você acha que pode esperar o ano que vem? Pode esperar o ano que vem, tem que votar logo, isso daí a Câmara tem que funcionar”, afirmou.
Vereadores têm cobrado do Paço a inclusão da lista das áreas a serem incluídas no fundo sob a justificativa de evitar que se perca espaço que seria utilizado para equipamentos públicos – como praças, parques, escolas, creches e unidades de saúde. Os parlamentares esperam ainda que a Câmara tenha participação no comitê gestor do fundo.
O prefeito, por sua vez, explicou que a proposta não prevê simplesmente a venda de terrenos públicos. A ideia, segundo ele, é utilizar áreas que não são necessárias à administração para empreendimentos em parceria com a iniciativa privada, valorizando o patrimônio municipal e direcionando os rendimentos para o fundo previdenciário.
Mabel também afirmou que pretende conversar com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Luan Alves (MDB), com os integrantes do colegiado e com o presidente da Câmara, Romário Policarpo (Cidadania), para pedir que os projetos avancem. “Não podemos ficar à mercê do que querem fazer ou não. Isso é coisa séria, dinheiro público”, disse.
Para dimensionar o impacto do déficit, o prefeito comparou o valor anual destinado à previdência com os investimentos previstos para a saúde. Segundo ele, a Prefeitura deverá investir cerca de R$ 450 milhões na construção de oito UPAs e 32 UBSs. “Eu perco uma reforma desse tamanho por ano”, afirmou.
Além do fundo imobiliário, Mabel citou entre os projetos que considera importantes para a cidade a proposta relacionada à fiscalização e denúncia de descarte irregular de lixo.
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