O deputado estadual falou sobre os próximos passos após a eleição. Foto: Reprodução/Rádio Bandeirantes Goiânia
Reeleito deputado estadual para o segundo mandato na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), com 3.433 votos, o equivalente a 2,02% dos votos válidos no estado, Issy Quinan (MDB) é um dos mais cotados a assumir a cadeira de Bruno Peixoto (UB). Em entrevista à Rádio Bandeirantes Goiânia, nesta quarta-feira (21), o deputado estadual, apesar do tom cauteloso, não descartou a possibilidade de concorrer à presidência da Casa, e apostou que o próxima presidência ficará à cargo de alguém da base governista.
“Essa discussão vai sendo maturada na medida em que os meses vão passando. Nós temos aí um caminho largo ainda pra ser percorrido.[…] Mas a avaliação que faço é que o próximo presidente da assembleia será um deputado que integra a base do governo”, ponderou Issy Quinan.
O deputado argumentou que a quantidade de deputados da base no parlamento goiano favorece essa dinâmica, mas defendeu que as articulações internas para a formação da Mesa ainda não foram tema de discussão junto ao governador. Questionado sobre o teor dos assuntos mencionados durante um almoço realizado nesta terça-feira (20) com Daniel Vilela (MDB), Quinan pontuou que perspectivas futuras não foram tratadas.
“De fato, não houve discussão nenhuma voltada para o tema relacionado à sucessão da Mesa Diretora na Assembleia Legislativa. O almoço teve um clima muito convencional, tratamos de assuntos bastante amenos, e o governador quis realizar um gesto de agradecimento, de solidariedade e de reconhecimento à conduta da bancada governista que foi exercida ao longo desses anos, principalmente na aprovação de projetos importantes que eram de interesse do governo e evidentemente também de interesse da sociedade. Então, essa foi a tônica do nosso encontro, não ocorreu nenhuma discussão extraordinária que não fizesse parte desse grupo de conversas que aqui nós estamos citando”, esclareceu o deputado.
Além de ter sido o terceiro deputado estadual mais votado no Estado, Issy é aliado e amigo de Daniel Vilela, além de fazer parte do partido do governador, o MDB. Por conta destes fatores, está sendo um dos mais cogitados a assumir o cargo. Apesar disso, Quinan deverá enfrentar nomes de peso, como Lissauer Vieira (PL), deputado experiente e ex-presidente da Casa por dois biênios consecutivos, entre os anos de 2019 e 2023.
“É um deputado que exercerá o seu terceiro mandato, já presidiu a Casa em um outro instante, então eu vejo com muita naturalidade esse desejo que ele tem manifestado de, mais uma vez, ser presidente da assembleia. Não vejo com nenhum outro tipo de visão que não seja essa”, declarou Issy sobre a eventual disputa.
E completou: “Tenho muito respeito por todos aqueles que almejam ocupar esse posto, vejo com muito bons olhos várias candidaturas. Parlamentares experientes, qualificados, que obviamente têm capacidade comprovada para conduzir nos destinos do Legislativo goiano, que é uma missão muito desafiadora”, pontuou o deputado.
Segundo Issy, ainda é muito cedo para discutir estratégias para a formação da Mesa. De acordo com o deputado, é preciso seguir algumas etapas antes de chegar a essa fase. “As eleições se encerraram há poucos dias atrás, existem deputados que integrarão pela primeira vez o parlamento goiano, outros estão retornando às funções parlamentares e naturalmente é um instante em que todos nós queremos compor a nova legislatura. Estamos nos conhecendo, estamos estreitando os laços com aqueles que nós já possuímos algum tipo de ligação e obviamente conversando sobre o futuro da Casa e esse futuro faz parte da composição da nova Mesa Diretora”, destacou.
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