O governador e candidato à reeleição Daniel Vilela (MDB) rebateu, nesta sexta-feira (4), as críticas de adversários sobre a situação financeira de Goiás e descartou qualquer possibilidade de atraso no pagamento dos servidores. Durante sabatina promovida pelo Mais Goiás, Daniel afirmou que o Estado mantém equilíbrio fiscal, paga fornecedores e o serviço da dívida em dia e possui capacidade para executar os investimentos previstos.
“Estão vivendo em outro planeta. Marconi, como morou oito anos em São Paulo, desconhece completamente o Estado de Goiás. Isso aí, talvez, ele esteja lembrando do Estado que ele deixou em 2018, com folha de pagamento atrasada, com antecipação de ICMS do setor produtivo que ele fez ao longo do último mandato dele. Então, isso é absolutamente risível, inclusive esse tipo de fala por parte dos candidatos. Ou eles estão faltando com a verdade ou eles desconhecem completamente a realidade fiscal do nosso Estado”, afirmou.
Daniel citou a classificação da Capacidade de Pagamento (Capag) como um dos indicadores da atual situação financeira. Goiás, que tinha nota C em 2018, passou para B+ e obteve nota A no indicador de liquidez. A classificação B+ foi mantida em 2026. O governador informou ainda que o Estado chegou a recorrer ao Tesouro Nacional por entender que já reúne condições para alcançar a nota máxima. “Na nossa avaliação, deixaram de pontuar algumas situações e a nossa Capag deveria ser A. Mas, de toda forma, B+ é o reconhecimento do Tesouro Nacional, que é vinculado ao Governo Federal e atestou a saúde fiscal do nosso Estado. Não tem que ter discussão disso”, disse.
Dados do governo mostram que, em 2018, Goiás tinha cerca de R$ 6 bilhões em dívidas de curto prazo, R$ 11 milhões na Conta Única do Tesouro e 4,5 mil fornecedores em atraso. O Estado terminou aquele exercício com insuficiência superior a R$ 3,4 bilhões para cobrir obrigações e aproximadamente R$ 1,9 bilhão em despesas com pessoal deixadas para a gestão seguinte. À época, Goiás tinha Capag C e apresentava a pior situação de liquidez do país.
Goiás encerrou 2025 com cerca de R$ 9,1 bilhões de caixa líquido após a reserva de recursos para obrigações. O comprometimento da Receita Corrente Líquida com despesas de pessoal ficou em 39,96%, ante 52,79% em 2018, considerando a metodologia da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). O peso da Dívida Consolidada sobre a Receita Corrente Líquida, que estava em cerca de 93% em 2018, tem projeção de 61,8% para 2026. Daniel acrescentou que, desde a reorganização das contas, Goiás já pagou R$ 5,5 bilhões em dívidas.
Ao ser questionado diretamente sobre declarações dos adversários de que Goiás poderia voltar a atrasar salários nos próximos meses, Daniel classificou essa possibilidade como “descartada”. Segundo ele, o planejamento financeiro também garante recursos para os investimentos em andamento. “Todas as obras que a gente inicia têm recursos em caixa. Todas as obras que estão em execução, fazem-se a medição, entra com a nota fiscal, não precisa ir lá pedir para ninguém fazer pagamento. Isso tudo é automático, o fornecedor recebe”, afirmou.
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