Audência pública debate futuro do Contorno Rodoviário da BR-153 em Goiânia, após impasse no TCU

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A audiência discutirá as diferenças entre as propostas e, principalmente, os impactos que podem representar para o futuro da mobilidade na capital. Foto: Reprodução

A construção do Contorno Rodoviário da BR-153, considerada uma das intervenções viárias mais aguardadas para a mobilidade de Goiânia e da Região Metropolitana, é o tema central de uma audiência pública realizada nesta quarta-feira (4), na Câmara Municipal de Goiânia. Promovida no Auditório Carlos Eurico por iniciativa do vereador Denício Trindade (UB), a sessão busca cobrar o avanço do projeto e defender a condução direta do empreendimento pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).

Com extensão estimada em aproximadamente 44 quilômetros, o projeto do Contorno Rodoviário tem o objetivo de minimizar o fluxo intenso de veículos pesados, especialmente caminhões e carretas, que utilizam a BR-153 como corredor de passagem no meio da cidade. A expectativa da proposta é proporcionar maior fluidez ao trânsito, reduzir os pontos crônicos de congestionamento, elevar a segurança nas pistas e melhorar o deslocamento diário de milhares de pessoas que transitam pela capital.

Um dos pontos mais relevantes do debate na Câmara envolve a comparação entre dois modelos de execução para a via. Com investimento estimado em R$ 1,126 bilhão, o projeto do DNIT prevê a construção de pontes e viadutos para garantir fluxo contínuo e sem interrupções nos cruzamentos e interligações rodoviárias. Já a proposta de concessão da ANTT projeta uma configuração diferente, com previsão de rotatórias em determinados trechos e prazo de execução mais longo, estimado em aproximadamente seis anos.

O vereador Denício Trindade defende que o DNIT deve ter o protagonismo na condução da obra por apresentar um plano de engenharia focado em prazos mais curtos. Segundo o parlamentar, isso evita que a transferência de responsabilidade para uma concessionária privada amplie a espera da população.

Suspensão cautelar do TCU

O impasse sobre quem executará a obra ganhou força após uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) em agosto deste ano. O órgão determinou a suspensão cautelar da licitação do DNIT devido a questionamentos sobre a sobreposição de investimentos previstos tanto no projeto estatal quanto na concessionária da chamada Rota do Pequi.

Diante da paralisação técnica, a audiência pública tem o objetivo de reunir gestores de órgãos rodoviários, autoridades locais e representantes da sociedade civil para buscar esclarecimentos, conferir transparência ao processo e estabelecer encaminhamentos que permitam o avanço das obras.


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