O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu aderir ao discurso de Flávio Bolsonaro (PL), que não reconheceu a derrota na eleição presidencial de domingo (25), e disse que o pleito “pareceu mais uma eleição fraudada”. O republicano, que não admitiu a própria derrota em 2020, não apontou qualquer indício que sustente a tese.
“Eu não tomei partido, mas pareceu mais uma eleição fraudada”, afirmou Trump, sem apresentar nenhuma prova. “Para mim, pareceu muito ruim.”
Trump apoiava a candidatura de Flávio Bolsonaro, uma vez que os Estados Unidos viam no senador fluminense uma porta aberta para acesso aos minerais críticos e outros interesses americanos em território brasileiro.
O presidente dos EUA voltou a dizer que gosta de Lula (PT), vitorioso na eleição por 4,4 milhões de votos, mas reclamou da prorrogação de duas horas autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que foram registrados apenas 34.330 votos depois do adendo.
“Eu não governo o Brasil. Eu governo os Estados Unidos. Gosto do Lula. Me dou muito bem com ele, mas a prorrogação concedida deixou a eleição com uma aparência muito ruim.”
A prorrogação foi pedida pelas duas campanhas, de Lula e de Flávio. O petista se queixava da não disponibilização de transporte coletivo em Salvador, Sergipe e São Paulo. O bolsonarista, por sua vez, pedia mais prazo por conta das chuvas que atingiram partes de Santa Catarina, São Paulo e Minas Gerais.
Trump é o único líder mundial a levantar suspeita sobre a eleição no Brasil. Líderes de países europeus, como Portugal, Espanha e França. Na América do Sul, praticamente todos os chefes de Estado congratularam Lula pela reeleição, inclusive os mais à direita. A exceção é Javier Milei, da Argentina.
O americano já tem histórico de não reconhecer eleições em que seu campo é derrotado. Isto aconteceu, por exemplo, em 2020, quando ele perdeu para Joe Biden.
O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) rebateu a fala de Trump e disse que o Brasil é referência no processo eleitoral e que “o povo é que decide” quem vence o pleito. Ele também afirmou que o país retomará negociações com os Estados Unidos para encerrar o tarifaço.
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