A Polícia Federal (PF) registrou 16 pessoas conduzidas por suspeitas de irregularidades eleitorais até o início da tarde deste domingo (25), durante o segundo turno das Eleições 2026. A informação foi divulgada pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em coletiva de imprensa.
Ao todo, 5,9 mil policiais federais foram mobilizados, com cobertura direta em quase mil municípios do país. Até o momento do levantamento, oito termos circunstanciados de ocorrência haviam sido registrados por suspeitas de propaganda irregular, violação do sigilo do voto e desobediência eleitoral.
No balanço parcial da operação, a corporação destacou o ataque contra a vereadora Iara Pimentel (PT-MG), ocorrido em Montes Claros (MG), como o caso mais grave registrado até o momento. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, informou que será instaurado inquérito para investigar a agressão. A vereadora foi atacada no sábado (24), durante uma carreata em apoio ao presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Segundo a assessoria da parlamentar, o carro de som em que ela estava foi atingido por pedras, tijolos, garrafas de vidro e outros objetos. Iara sofreu ferimentos no rosto, ficou desacordada e precisou ser atendida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela foi encaminhada a um hospital para atendimento e realização de exames.
Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram homens arremessando objetos contra o veículo e participantes da manifestação. Nas imagens, algumas pessoas aparecem usando camisetas associadas a atos de apoio a Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno.
A PF deverá apurar as circunstâncias do ataque e buscar a identificação dos envolvidos. O balanço divulgado neste domingo é parcial e reúne as ocorrências registradas pela corporação durante a operação nacional para o segundo turno.
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