Os cinco suspeitos presos na madrugada desta quinta-feira (22) em Anápolis, durante a Operação Vis Civitatis, são investigados por crimes ligados a facções criminosas no Rio de Janeiro. A informação foi divulgado em entrevista coletiva pelo delegado Marcos Adorno, responsável pelo Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc).
De acordo com Adorno, todos eles são integrantes de facções criminosas distintas e rivais. A polícia alega que o grupo é responsável por tentativas de homicídio que aconteceram nas últimas semanas na cidade.
“Há elementos de informação e elementos já documentados em inquéritos policiais, que os vincula às facções no Rio de Janeiro, com indivíduos inclusive participantes dessas tentativas de homicídios na cidade do Rio de Janeiro, nos dias 13 e 14 do mês de outubro”, disse o delegado.
Na avaliação de Adorno, a operação, lançada na manhã de quarta-feira (21), será capaz de mapear as ações das facções no município e evitar uma nova onda de violência.
Prisões
O quinteto é suspeito de envolvimento em tentativas de homicídio. Com eles, os policiais apreenderam três veículos, três armas de fogo e 21 munições. Entre os veículos, um havia sido roubado no estado do Rio de Janeiro. As prisões ocorreram no bairro Recanto do Sol, em Anápolis.
Participaram da ação equipes da Companhia de Policiamento Especializado (CPE), do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc), do 4º Batalhão da Polícia Militar (BPM) e do 28º BPM. Segundo as forças de segurança, os suspeitos são investigados por envolvimento em tentativas de homicídio registradas no município e foram autuados por associação criminosa.
Com mais de 250 policiais de unidades especializadas, a operação Vis Civitatis tem como objetivo combater o crime organizado por meio da intensificação de ações coordenadas entre diferentes forças de segurança. Participam da mobilização o Grupo Tático 3 (GT3), vinculado à Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE); o Comando de Missões Especiais (CME), que inclui o Batalhão de Choque e o Batalhão de Operações Especiais (BOPE); e o Comando de Operações de Cerrado (COC).
A operação conta ainda com apoio aéreo de helicóptero e participação da Polícia Penal, responsável por ações de transferência segura e coordenada de custodiados. A atuação contribui para a redistribuição da população carcerária e o reforço da segurança pública.
As ações seguem até sábado (24), com suspensão no domingo (25) em razão das restrições da legislação eleitoral. Segundo o governo, porém, a intensificação do policiamento poderá prosseguir conforme a necessidade identificada pelas forças de segurança no município.
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