Prótese de joelho: o risco de transformar “vou esperar mais” em perda de qualidade de vida

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Adiar a prótese por alguns meses ou anos não tem o mesmo significado para todos os pacientes.

Quando a artrose permanece controlada e a pessoa consegue manter suas atividades, o tratamento conservador pode continuar proporcionando bons resultados.

O problema é quando o paciente continua adiando mesmo diante de piora progressiva da função.

Artrose avançada pode provocar rigidez, redução da mobilidade, fraqueza muscular, deformidades e instabilidade. Nos estágios mais graves, alterações da estrutura óssea também podem estar presentes.

Enquanto isso, a dor pode fazer com que a pessoa caminhe menos, abandone exercícios e deixe de realizar atividades importantes para sua independência.

Aos poucos, “esperar mais” pode significar conviver com uma rotina cada vez mais limitada.

É por isso que a indicação da prótese não deve ser decidida apenas pela intensidade da dor ou pela idade.

O ortopedista avalia o estágio da doença, a capacidade funcional, o impacto dos sintomas, a condição clínica e o resultado dos tratamentos realizados anteriormente.

Quando medidas como fortalecimento, atividade física adaptada, controle do peso, medicamentos e outras opções ainda proporcionam controle adequado, não existe razão para tratar a cirurgia como inevitável naquele momento.

Mas quando a artrose avançada persiste limitando significativamente a vida apesar do tratamento, a prótese passa a ser uma alternativa importante.

Não existe uma idade perfeita para operar.

Existe o momento adequado para cada paciente.

Se você percebe que a artrose está reduzindo cada vez mais sua mobilidade e qualidade de vida, procure um especialista em joelho para avaliar qual estratégia faz sentido no seu caso.

Dr. Mauro Júnior Ortopedista Especialista em Cirurgia de Joelho em Goiânia

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