Vai ter horário de verão em 2026? Veja o que o governo decidiu

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Com a chegada da primavera e a proximidade dos meses mais quentes, uma velha dúvida voltou a ganhar força entre os brasileiros: vai ter horário de verão em 2026? A resposta para quem já estava imaginando ter que adiantar o relógio em uma hora é não. O governo federal descartou a retomada da medida para a temporada de 2026/2027.

O assunto voltou à pauta do setor elétrico neste ano. O próprio Ministério de Minas e Energia (MME) mantém uma página dedicada ao horário de verão e às razões que levaram à suspensão da medida no Brasil.

Além disso, a Agenda Estratégica Eletroenergética 2026 previa novos estudos do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) para avaliar se as mudanças na matriz elétrica brasileira justificariam a volta do horário de verão.

Após as análises, porém, a retomada não foi adotada para este ciclo.

Na prática, os brasileiros não precisarão adiantar os relógios em uma hora no verão em 2026.

 

E Goiás?

Não. Goiás também não terá.

O estado fazia parte do grupo que adotava a mudança antes da suspensão nacional. Além de Goiás, o horário de verão era aplicado no Distrito Federal e nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

A relação dos estados e o histórico da medida podem ser consultados diretamente na página oficial do Ministério de Minas e Energia sobre o horário de verão.

Como não haverá retomada neste ano, os relógios dos goianos continuam normalmente no horário oficial de Brasília.

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Por que o horário de verão acabou no Brasil?

O horário especial deixou de ser adotado no país em 2019.

A lógica da medida era relativamente simples: adiantar os relógios em uma hora durante os meses com maior período de luz solar permitia aproveitar melhor a claridade natural no fim da tarde e reduzir a demanda por energia elétrica no início da noite.

Só que o comportamento de consumo dos brasileiros mudou.

Horário de Verão volta em 2026?

Horário de Verão volta em 2026?

De acordo com o MME, estudos realizados em 2019 mostraram que o horário de verão havia deixado de produzir os benefícios esperados de economia de energia e redução de demanda. Entre os motivos estava a mudança nos hábitos de consumo, que deslocou o período de maior utilização de energia para a tarde.

Em abril daquele ano, o Decreto nº 9.772 revogou os dispositivos que regulamentavam a mudança de horário.

Quem quiser entender o histórico e as regras que existiam antes da suspensão pode consultar também a página do Observatório Nacional sobre o horário de verão.

 

Por que o assunto voltou em 2026?

Apesar de estar suspenso há anos, o assunto nunca desapareceu completamente das discussões do setor elétrico.

A matriz de geração de energia do Brasil passou por transformações importantes, especialmente com o crescimento das fontes solar e eólica.

Por isso, o Ministério de Minas e Energia voltou a colocar a medida em análise em 2026.

A Agenda Estratégica Eletroenergética 2026 do MME previa expressamente a avaliação da pertinência da implantação do horário especial na temporada 2026/2027, com participação do ONS.

A análise considera principalmente o comportamento do sistema elétrico nos horários de maior demanda e as transformações ocorridas na matriz energética brasileira.

Mesmo com a volta do tema às discussões técnicas, a mudança nos relógios não será retomada neste ciclo.

 

A medida pode voltar algum dia?

Sim, a possibilidade de novas avaliações continua existindo.

Isso é importante porque a decisão de não adotar a mudança em 2026 não significa necessariamente o fim definitivo no Brasil.

O setor elétrico pode voltar a estudar a medida de acordo com as condições de geração, consumo e demanda de energia no país.

Uma eventual retomada dependeria de nova decisão do governo federal.

 

Como funcionava?

Antes da suspensão, moradores dos estados participantes precisavam adiantar os relógios em uma hora durante determinado período do ano.

Pelas últimas regras adotadas, o horário começava à meia-noite do primeiro domingo de novembro e terminava à meia-noite do terceiro domingo de fevereiro do ano seguinte. Quando o encerramento coincidia com o domingo de Carnaval, a mudança era adiada por uma semana.

A medida não abrangia todo o Brasil. Ela era concentrada principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde a diferença de luminosidade entre verão e inverno é mais significativa.

Goiás estava entre os estados que adotavam a mudança.

 

O que o Ministério de Minas e Energia leva em conta para tomar a decisão

A decisão sobre o horário não depende apenas de saber se o país tem energia suficiente. O Ministério de Minas e Energia acompanha também em quais horários a demanda aumenta e como o sistema consegue responder a essas variações. Esse cenário ganhou importância com o crescimento das fontes solar e eólica na matriz elétrica brasileira. A geração solar, por exemplo, cai justamente no fim da tarde, enquanto o consumo continua elevado, o que exige outras fontes disponíveis para atender rapidamente à demanda.

Painéis solares e rede elétrica representam mudanças consideradas na análise do horário de verão em 2026

Painéis solares e rede elétrica representam mudanças consideradas na análise do horário de verão em 2026

Por isso, a Agenda Estratégica Eletroenergética 2026 do MME acompanha questões como o atendimento aos horários de ponta, a chamada “rampa da carga” e a segurança do fornecimento. É dentro desse conjunto de análises, e não apenas pela antiga ideia de economizar energia, que a possibilidade de adotar a medida continua sendo avaliada.

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