Pela primeira vez em 12 meses, Goiânia registrou deflação. É o que indica o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta sexta-feira (11), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (UBGE). Em agosto, a capital teve queda de preços na casa de 0,22%.
Apesar do cenário de deflação, a inflação acumulada em 12 meses na cidade cresceu, uma vez que, em agosto de 2025, a queda nos preços foi de 0,4%. De setembro de 2025 até agosto deste ano, Goiânia já tem 5,75% de inflação. Em julho, o índice estava em 5,56%.
Entre janeiro e agosto deste ano, a capital goiana acumula 3,28% de aumento médio nos preços, conforme o levantamento do IBGE.
O país também apresentou deflação em agosto (-0,32%). Em julho, o resultado nacional foi de 0,07%. No ano, o IPCA acumula alta de 3,11% e, nos últimos 12 meses, de 4,22%.
Eletricidade e combustíveis caem; carnes sobem
Os grupos Habitação (-2,22%) e Transportes (-0,87%) foram os principais responsáveis pela deflação de 0,22% registrada em Goiânia em agosto. Em Habitação, o maior destaque veio da energia elétrica residencial, que recuou 7,11%, mantendo movimento semelhante ao observado em agosto do ano passado (-7,77%).
O gás de botijão também contribuiu para a queda do grupo, com variação negativa de 1,20%, interrompendo a alta de 1,75% observada em julho.
Em Transportes, a redução dos preços foi influenciada principalmente pelos Combustíveis de veículos (-2,11%). Entre os combustíveis, a gasolina caiu 1,84% e acumulou o segundo mês seguido de queda, enquanto o etanol recuou 4,03%, após queda de 3,09% em julho.
O comportamento desses combustíveis contribuiu para diminuir os gastos com abastecimento das famílias goianienses. A passagem aérea também apresentou queda de 16,15% em agosto, intensificando o recuo de 13,17% verificado no Brasil. Foi a maior retração do subitem em Goiânia desde maio de 2026.
Por outro lado, o grupo Despesas pessoais (2,31%) exerceu a maior influência positiva sobre o IPCA de agosto em Goiânia, com destaque para o cigarro, subitem que registrou alta de 22,89% e foi o principal impacto individual de alta no índice do mês. O reajuste foi mais intenso que o observado no Brasil (19,59%) e levou o acumulado do produto em 12 meses a 26,92% na capital goiana, acima dos 20,61% registrados nacionalmente.
Dentro do mesmo grupo, os pacotes turísticos avançaram 2,35% em agosto, resultado oposto ao do Brasil (-0,88%). Em Goiânia, o subitem acumula alta de 17,75% em 12 meses, enquanto no país o acumulado está em 2,60%.
O grupo Alimentação e bebidas (0,07%) apresentou a segunda maior influência positiva no índice de Goiânia. Entre os itens que mais pressionaram os preços, destacaram-se as Carnes (2,11%), especialmente o contrafilé (2,70%).
As altas foram mais intensas que as observadas no Brasil, onde Carnes e contrafilé subiram 0,61% e 1,42%, respectivamente. Em 12 meses, o contrafilé acumula elevação de 13,56% em Goiânia, acima dos 12,54% registrados nacionalmente, enquanto o conjunto das carnes acumula
alta de 9,80%, ante 9,01% no país.
Também contribuíram para a inflação do grupo os preços do arroz, que avançaram 2,15% em agosto, após estabilidade em julho (0,05%). Apesar da alta mensal, o produto ainda acumula queda de 3,87% em 12 meses em Goiânia, resultado menos intenso que o observado para o Brasil (-8,85%). Por outro lado, alguns alimentos ajudaram a conter o avanço do grupo.
A batata-inglesa recuou 19,67%, movimento próximo ao registrado nacionalmente (-19,89%), enquanto o feijão-carioca caiu 8,38%, acima da redução observada no país (-4,82%). Mesmo com as quedas recentes, ambos os produtos ainda acumulam altas expressivas no ano e em 12 meses, especialmente o feijão-carioca, que registra avanço de 52,33% em 12 meses em Goiânia, frente a 44,17% no Brasil.
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