Atraídas por incentivos tributários e trabalhistas, mais de 227 indústrias brasileiras já se instalaram no Paraguai

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O presidente da Fecomércio, Marcelo Baiocchi, esteve na comitiva de empresários brasileiros que esteve no Paraguai para conhecer atrativos.Foto: Divulgação

Empresas brasileiras estão buscando o Paraguai para instalar novas sedes. Entre os principais atrativos estão o regime tributário simples, em comparação com o Brasil, e as relações trabalhistas menos burocráticas. Cativadas por esses diferenciais, mais de 227 indústrias brasileiras já instalaram sede no país, e o número só cresce.

Em entrevista ao Diário de Goiás, o presidente da Fecomércio Goiás, Marcelo Baiocchi Carneiro, detalhou que, recentemente, uma comitiva de empresários goianos esteve no país para conhecer esses atrativos. “Tivemos uma comitiva de mais de 20 empresários visitando o Paraguai, começamos lá em Assunção, onde fomos recebidos pelo ministro da Indústria e Comércio de lá, com a Federação das Indústrias do Paraguai, com a Federação Nacional do Comércio do Paraguai, conhecendo a regime tributário, conhecendo a gestão política do país e produtores rurais que foram há mais de 40 anos para lá”, relatou.

Segundo Baiocchi, atualmente, o país sul-americano é um dos que mais têm atraído novos investidores e indústrias. “Ele tem um regime tributário simples, um regime tributário que busca recursos dos investimentos externos e que fomenta a produtividade”, argumentou o presidente da Fecomércio.

Conforme Marcelo Baiocchi, além disso, o país se destaca entre os empresários brasileiros também por conta do modelo menos burocrático das relações trabalhistas. “O Paraguai é uma oportunidade para investidores, em especial, apesar de não ser exatamente a nossa representatividade, mas a indústria, sem dúvida, tem muito ganho tributário lá. Não tem a relação trabalhista difícil que tem aqui no Brasil, é uma relação saudável, onde o empregado tem os direitos dele preservado, onde o governo defende muito o empregado, mas ele tem as responsabilidades dele e cumpre. E detalhe: o salário mínimo de lá é 500 dólares, quase o dobro do que é no Brasil”, ressaltou.

Como exemplo, Baiocchi citou um case de sucesso. “Uma indústria têxtil que já tem fábricas no Brasil fatura um bilhão por ano, se instalou na  Ciudad del Este há cinco anos, em dois mil metros quadrados, depois alugou mais quatro, depois alugou mais dois, foi para seis mil metros quadrados. Tinha 600 funcionários, depois, foram para esse município vizinho, onde construíram 10 mil metros quadrados e já estão construindo mais oito mil metros quadrados”. E acrescentou: “Já produziram 15% do grupo da área têxtil e já faturaram 25% do que o grupo fatura, ou seja, em 15% eles estão faturando mais proporcionalmente do que faturam no Brasil”, concluiu.

Baiocchi explicou que as relações trabalhistas no Paraguai são simplificadas em comparação com nosso país, o que favorece as contratações e os ganhos, tanto para empregados quanto para empregadores. “Não tem a carga trabalhista como tem no Brasil, então acaba que o salário do empregado é maior, porque o empregador paga direto para ele o que ele tem direito. Não tem pagamento de FGTS, adicionais disso, daquilo, contribuição social lá, é muito simples o regime de contratação. E regime de férias, ele adquire uma semana a cada ano trabalhado, até tem que completar os 30 dias no quinto ano de trabalhado, então ele é muito simplificado e não tem dificuldade do trabalhador no Paraguai de entender essa relação”, salientou.

Naturalmente, o país tem se consolidado e despertado cada vez mais interesse entre os empresários brasileiros, e goianos. “É um país atrativo. A área de serviços também tem muitas oportunidades e o próprio comércio, para quem quer se instalar”, pontuou o presidente da Fecomércio.


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