31ª Parada LGBTQIA+ de Goiânia coloca eleições de 2026 no centro da mobilização

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31ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Goiânia terá concentração na Praça Cívica e passeata pelas principais avenidas do Centro da capital. Foto: Divulgação.

A 31ª Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Goiânia será realizada no próximo dia 13 de setembro, com as eleições gerais de 2026 como um dos principais focos da mobilização. Com o tema “Nada sobre nós sem nós – Transformando visibilidade em representatividade”, o evento pretende transformar a tradicional ocupação das ruas em um ato de pressão política pela eleição de representantes comprometidos com as pautas da diversidade.

Considerada a maior manifestação do gênero em Goiás, a parada terá concentração a partir das 12h, na Praça Cívica. A passeata está prevista para começar às 17h, seguindo pelas avenidas Araguaia, Paranaíba e Tocantins. Para os organizadores, além de celebrar a diversidade, o momento será de chamar a atenção para a importância da participação política da população LGBTQIA+ e da ocupação dos espaços de decisão.

A mobilização ocorre em um cenário que as entidades classificam como de forte tensão política, diante do avanço de movimentos conservadores e da extrema direita sobre pautas relacionadas aos direitos das minorias. Segundo os organizadores, cerca de 400 projetos de lei considerados anti-LGBTQIA+ tramitam atualmente em câmaras municipais e assembleias legislativas pelo país.

Em Goiânia, a disputa também chegou à Câmara Municipal. Seis projetos que, segundo o movimento, atacavam direitos da comunidade LGBTQIA+ foram vetados pelo prefeito, mas os vetos estão sob risco de serem derrubados pelos vereadores. O cenário é apontado pelas entidades como exemplo da necessidade de ampliar a presença de representantes alinhados às pautas da comunidade nos espaços institucionais.

“O preço do direito é a eterna vigilância. É preciso ocupar as ruas, bradar e exigir a manutenção das conquistas”, afirmam os ativistas envolvidos na organização da parada.

Mais candidaturas

A estratégia de ampliar a representação política já apresenta crescimento, segundo os dados apresentados pelo movimento. Nas eleições municipais de 2020, cerca de 100 pessoas da comunidade LGBTQIA+ foram eleitas. Em 2024, o número teria ultrapassado 250 representantes.

Para as eleições gerais de 2026, as candidaturas LGBTQIA+ registraram aumento de 35% em comparação com o pleito de 2022. Para os organizadores, o crescimento reforça a necessidade de a comunidade discutir política, estimular candidaturas e participar diretamente das decisões que definem políticas públicas.

O movimento também denuncia tentativas de desmobilização e fragmentação da comunidade. Entre os exemplos citados está uma articulação recente para separar pessoas trans, representadas pela letra “T”, das demais identidades que integram a sigla LGBTQIA+.

Nesse contexto, a parada deste ano busca associar visibilidade à representatividade. A proposta é que a mobilização não se limite à defesa de direitos nas ruas, mas também incentive a participação eleitoral e a presença de pessoas LGBTQIA+ na política institucional.

Serviços e estrutura

Além do ato político, a 31ª Parada contará com uma estrutura voltada ao atendimento e à cidadania. Durante a concentração, serão oferecidos testes rápidos para ISTs, HIV/Aids, sífilis e hepatites virais, além da distribuição de insumos de prevenção.

O evento também terá a VAN de Direitos Humanos, espaço acessível para pessoas com deficiência (PCD), área destinada ao meio ambiente com coleta seletiva, espaço kids e um trio elétrico dedicado às famílias. A partir das 17h, DJs comandarão a programação musical durante o percurso pelas avenidas do Centro de Goiânia.

A 31ª Parada LGBTQIA+ de Goiânia é organizada pela Associação da Parada de Goiás (PARADA-GO), em parceria com ONGs, entidades e ativistas dos direitos humanos, e conta com apoio de órgãos dos governos estadual e municipal.


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