Caiado promete indicar quatro mulheres ao STF e defende novas regras para ministros

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Caiado também defendeu mudanças nos critérios para escolha e permanência dos ministros do Supremo. Foto: Divulgação.

O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) afirmou, durante coletiva de imprensa neste domingo (6), na Feira do Garavelo, em Aparecida de Goiânia, que pretende indicar quatro mulheres para o Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito presidente da República. A declaração ocorreu em meio às críticas feitas ao atual funcionamento da Corte e às recentes denúncias envolvendo ministros.

Caiado também defendeu mudanças nos critérios para escolha e permanência dos ministros do Supremo. Segundo ele, os indicados deveriam ter pelo menos 60 anos, apresentar “um currículo de vida reconhecido pelo seu conhecimento jurídico e pela sua vida ilibada” e cumprir novas regras após deixarem o tribunal.

“Eu terei ali a possibilidade de indicar quatro vagas de Supremo. E as quatro serão indicadas por mim e serão mulheres que estarão assumindo o Supremo Tribunal Federal”, afirmou.

O pré-candidato também propôs estabelecer restrições para a atuação dos ministros depois da saída da Corte. Segundo Caiado, ao atingir 75 anos e deixar o STF, o ministro deveria ficar dois anos sem poder “aparecer”, quatro anos sem exercer determinada posição e oito anos sem poder disputar eleições.

A declaração ocorreu ao comentar a crise envolvendo o STF e as recentes denúncias e troca de mensagens atribuídas a autoridades. Caiado classificou o cenário como “decepcionante” e afirmou que a Corte precisa recuperar a confiança da população. “O Supremo Tribunal Federal tem que voltar a ser uma corte que tenha credibilidade em toda a população. É inaceitável, é inadmissível”, declarou.

Caiado também voltou a defender o afastamento do ministro Alexandre de Moraes de processos relacionados às denúncias que envolvem seu nome. Para o pré-candidato, Moraes não deveria continuar tomando decisões e julgando processos diante das informações que vieram a público. “Continuar ali, dando decisões, julgando o processo, sendo que o que tornou público não o credencia mais a fazer parte do colegiado”, disse.

Transparência no STF

Questionado sobre menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, em conversas atribuídas ao empresário Daniel Vorcaro e ao ministro Alexandre de Moraes, Caiado evitou fazer um prejulgamento, mas defendeu a divulgação das informações. “Não cabe a mim fazer prejulgamento daquilo que realmente não assisti ou não vi”, afirmou.

O pré-candidato, porém, disse que há mais de 15 dias vem defendendo a quebra de sigilo de informações relacionadas aos casos investigados no Supremo. “É momento de total transparência para a eleição de 2026”, afirmou Caiado. Segundo ele, o eleitor precisa ter acesso às informações antes de decidir seu voto.


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