Foto: Reprodução/Montagem
A 28 dias do 1º turno das Eleições 2026, a Justiça Eleitoral barrou, novamente, investidas e ataques entre os candidatos ao Governo de Goiás. Acumulando agora sete decisões contrárias a conteúdos e estratégias digitais consideradas de cunho ofensivo, o Tribunal Superior Eleitoral (TRE-GO) emitiu uma nova determinação de veto contra Marconi Perillo (PSDB), nesta sexta-feira (4).
Em decisão liminar, o TRE-GO determinou que o tucano não reative nem contrate novos impulsionamentos de três anúncios questionados pela coligação de Daniel Vilela (MDB). A Justiça também obrigou a Meta a manter interrompida a distribuição paga. A decisão preserva a possibilidade de circulação orgânica das críticas, mas impede que os conteúdos apontados no processo tenham o alcance ampliado por meio de pagamento.
Vetos em sequência
Com a nova determinação, a Justiça Eleitoral acumula sete decisões contrárias a conteúdos e estratégias digitais utilizadas contra o governador e candidato à reeleição Daniel Vilela, envolvendo as campanhas de Marconi e Wilder Morais (PL), além de outros perfis que divulgaram ataques ao emedebista nas redes sociais.
As medidas incluem suspensão de anúncios patrocinados, retirada de publicações, proibição de novos impulsionamentos e aplicação de multas por irregularidades na propaganda eleitoral.
Na lista de decisões mais recentes da Justiça Eleitoral está uma nova condenação de Wilder. A Justiça considerou irregular o impulsionamento pago de propaganda eleitoral negativa e aplicou multa de R$ 10 mil.
Também tornou definitiva a proibição de contratar, renovar ou reativar a distribuição paga da peça analisada. No processo, o magistrado registrou que o mesmo conteúdo foi multiplicado em 21 veiculações e que os anúncios apresentados já superavam 630 mil impressões em menos de 24 horas.
Além dos candidatos, a sequência de decisões alcança ainda conteúdos divulgados por outros perfis. Em dois dos casos analisados, a Justiça determinou a retirada de vídeos contra Daniel.
Em uma das decisões, o magistrado apontou ausência de elementos objetivos para sustentar imputações feitas ao governador; em outra, identificou grave descontextualização de investigações antigas e uso de conteúdo produzido por inteligência artificial sem a identificação exigida pela legislação eleitoral.
As novas medidas se somam a decisões anteriores contra estratégias adotadas durante a campanha eleitoral. O entendimento manifestado nos processos é de que críticas políticas, inclusive contundentes, são protegidas pela liberdade de expressão, mas essa proteção não autoriza práticas que violem a legislação, como impulsionamento pago de propaganda negativa ou divulgação de imputações sem suporte objetivo.
Em um dos casos, a própria Justiça destacou que a disseminação de informações comprovadamente falsas pode comprometer a liberdade de escolha do eleitor e a integridade do processo eleitoral.
Disputa eleitoral
O último capítulo da disputa eleitoral, até o momento, é de corrida eleitoral com ampla vantagem para Daniel Vilela. A última pesquisa AtlasIntel, divulgada na quinta-feira (3), mostra o atual governador com 43,5% das intenções de voto, contra 20,1% de Wilder e 16,1% de Marconi.
Os números apontam alguns passos à frente do segundo colocado, Wilder Morais, com uma diferença de 23,4 pontos percentuais. Além disso, o levantamento também aponta Daniel à frente em todas as simulações de segundo turno.
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