Existe uma ideia equivocada de que pessoas em sofrimento emocional precisam demonstrar tristeza o tempo todo.
Na prática, isso nem sempre acontece.
Algumas continuam sorrindo, trabalhando, estudando, conversando e participando da rotina normalmente. Isso não significa, necessariamente, que estejam emocionalmente bem.
O sofrimento pode permanecer escondido por vergonha, medo de preocupar outras pessoas ou dificuldade de explicar aquilo que está acontecendo.
Durante o Setembro Amarelo, falar sobre esses sinais silenciosos é fundamental para ampliar a compreensão sobre saúde mental.
Perda de interesse, isolamento, alterações de sono, irritabilidade, desesperança e comentários recorrentes sobre desaparecer ou não fazer falta precisam ser acolhidos com seriedade.
Frases como “isso é falta do que fazer”, “você precisa reagir” ou “tem gente em situação pior” tendem a minimizar uma dor que pode ser real e intensa.
A melhor atitude é ouvir, acolher e incentivar a procura por ajuda especializada.
Nem todo sofrimento é visível. Por isso, atenção e diálogo também fazem parte da prevenção.


