O Lateral-direito Hayner, do Vila Nova, foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Espírito Santo nesta segunda-feira (31), que investiga um grupo suspeito de envolvimento com tráfico interestadual de drogas e armas. A ação também teve como alvo o jogador David Corrêa, conhecido como DVD, que atua pelo Vasco da Gama.
Segundo o Vila Nova, Hayner acredita que seu nome tenha sido incluído entre os alvos da operação por causa de uma amizade mantida desde a infância com um dos investigados. O homem é oriundo da mesma comunidade do Espírito Santo onde o jogador cresceu.
A operação foi deflagrada simultaneamente em diferentes pontos do país. Ao todo, são cumpridos quatro mandados de prisão temporária e 15 de busca e apreensão. As ordens judiciais são executadas em municípios da Grande Vitória e em Afonso Cláudio, no Espírito Santo, além de endereços no Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.
De acordo com a Polícia Civil capixaba, as investigações não se restringem às pessoas já identificadas como alvos da operação. Os agentes também apuram possíveis vínculos de outros jogadores profissionais e empresários com o grupo investigado.
Operação também mira jogador do Vasco
No Rio de Janeiro, equipes da 14ª DP (Leblon) e da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) cumpriram três mandados de busca e apreensão. Entre os locais vistoriados estão a casa de David, na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste da capital, e o Centro de Treinamento do Vasco da Gama, em Jacarepaguá.

O atacante foi ao centro de treinamento dirigindo o próprio carro para acompanhar o cumprimento das medidas. A placa do veículo começa com “DVD”, referência ao apelido do jogador. Na saída, David não quis conversar com a imprensa. O Vasco informou que está colaborando com as autoridades e que aguarda a conclusão das investigações.
A operação mobilizou aproximadamente 100 policiais civis, mais de 38 viaturas e dois helicópteros. A atuação ocorre de forma coordenada entre as Polícias Civis dos estados envolvidos para o cumprimento das determinações judiciais e o enfrentamento de organizações criminosas com atuação interestadual.
A Polícia Civil do Espírito Santo explicou que o nome “A Tropa” foi escolhido a partir da forma como os próprios investigados se referiam ao grupo criminoso.


