Goiânia deixou uma impressão positiva entre quem passou pela capital no mês de julho. 95% dos turistas entrevistados avaliaram positivamente a experiência na cidade, segundo a primeira etapa da Pesquisa de Demanda Turística de Goiânia, realizada pelo Observatório de Turismo.
O levantamento também revelou outro dado que chama atenção. 98,33% dos turistas disseram que recomendariam Goiânia para outras pessoas.
Ao todo, a pesquisa ouviu 354 visitantes no Aeroporto de Goiânia, no Terminal Rodoviário e no Zoológico. Desse grupo, 240 pessoas foram classificadas como turistas. Os demais participantes incluíram visitantes em conexão e outros perfis considerados no levantamento.
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Além de mostrar como os visitantes percebem a capital, a pesquisa ajuda a identificar hábitos de consumo, motivos das viagens e os lugares mais procurados durante a estadia.
Gastronomia ganha a maior nota entre os serviços avaliados
Entre os itens analisados, a alimentação, incluindo restaurantes e bares, recebeu a maior média: 4,7.
O resultado considera 192 avaliações válidas. Desse total, 75% dos entrevistados deram nota 5 para o segmento. Outros 21,88% atribuíram nota 4.
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Na sequência aparece a hospitalidade do povo goianiense, com média 4,6. Os atrativos turísticos receberam 4,5. Já a sensação de segurança alcançou média 4,4.
A avaliação geral também ficou em patamar elevado. Entre os 240 turistas considerados nessa análise, 73,33% deram nota 5 para a experiência em Goiânia. Outros 21,67% deram nota 4.
Somadas, as duas avaliações representam os 95% de percepção positiva registrados pela pesquisa.
Zoológico e Região da 44 aparecem entre os lugares mais visitados
A pesquisa também buscou descobrir o que os turistas fizeram durante a permanência na cidade.
Dos 240 turistas analisados, 195 disseram ter visitado pelo menos um atrativo ou local em Goiânia.
O Zoológico de Goiânia apareceu como o local mais mencionado. Foram 91 citações, equivalentes a 46,67% dos entrevistados que declararam ter visitado algum atrativo.
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As compras também tiveram peso importante. Shopping centers e a Região da 44 somaram 87 menções, ou 44,62%.
Na sequência, aparecem restaurantes e bares, com 68 menções, e os parques, citados por 55 pessoas.
O resultado mostra que a experiência turística na capital não se concentra apenas em pontos tradicionalmente associados ao turismo. Compras e gastronomia também ocupam espaço importante no roteiro dos visitantes.
Mais da metade gasta até R$ 300 por dia
O levantamento também analisou quanto os turistas gastam individualmente por dia durante a permanência em Goiânia.
A faixa mais citada foi de R$ 101 a R$ 300, escolhida por 28,75% dos 240 respondentes.
Outros 24,58% disseram gastar até R$ 100 por dia. Juntas, as duas faixas representam 53,33% dos turistas pesquisados.
Por outro lado, 16,25% informaram gastos superiores a R$ 1 mil por dia. Outros 9,17% afirmaram não ter realizado gastos na cidade, enquanto 1,67% preferiram não responder.
Conexões também movimentam o fluxo de visitantes
Nem todo mundo que passa por Goiânia chega à cidade com a intenção de fazer turismo. A pesquisa identificou um número significativo de pessoas que estavam apenas de passagem.
Entre os 354 participantes, 32,20% apontaram a conexão para outro destino como principal motivo da viagem. O número corresponde a 114 pessoas.
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Visitar familiares ou amigos apareceu em segundo lugar, com 22,32%. Depois vieram turismo de lazer, com 13,28%, e negócios ou trabalho, com 10,73%.
O levantamento também mostrou que o ônibus regular foi o principal meio de transporte utilizado para chegar à capital, com 40,68%. O carro representou 30,51%. Já o avião respondeu por 23,16%.
Maioria dos entrevistados mora no Brasil
A pesquisa também traçou um perfil geográfico dos visitantes.
Dos 354 participantes, 94,07% residem no Brasil. Goiás concentra a maior parcela, com 27,97% da amostra.
Na sequência aparecem São Paulo, com 11,86%; Maranhão, com 10,17%; Tocantins, com 8,19%; e Mato Grosso, com 7,91%.
Os participantes residentes no exterior representaram 5,93% da amostra. Ao todo, eles vieram de dez países.
Entre os estrangeiros, os Estados Unidos aparecem com 1,98% do total de entrevistados. A Argentina representa 0,85%.
Pesquisa terá mais três etapas em 2026
A primeira rodada aconteceu em julho, considerado período de alta temporada a partir dos indicadores de sazonalidade observados no setor hoteleiro.
No entanto, o levantamento ainda não terminou. O planejamento prevê 1.500 entrevistas ao longo de quatro etapas em 2026, com 375 participantes em cada período.
Depois da etapa de julho, a pesquisa terá novas coletas em setembro, novembro e dezembro. Setembro e novembro correspondem aos períodos de baixa temporada. Já dezembro será considerado alta temporada.
A proposta é comparar os diferentes períodos do ano e entender melhor como o fluxo de visitantes muda ao longo dos meses.
Com isso, os dados podem ajudar a identificar os hábitos de quem chega à capital, além de orientar decisões relacionadas à infraestrutura, eventos, atrativos e investimentos no turismo.


